No começo de 2003 um grupo de geólogos conhecidos, da Academia de Ciências Naturais da China, publicou o resultado de seu estudo sobre a exploração de minerais naquele pais. Ele mostra que hoje na China, muitas espécies de riquezas minerais estão com suas reservas muito baixas e que nos próximos 20 a 30 anos o país enfrentará carência séria de, entre outros, petróleo e gás natural.
No relatório os geólogos concluíram ser necessário um esforço na busca de novas áreas de prospecção e que se as atuais reservas não forem ampliadas, à partir de 2020 a China vai precisar, impreterivelmente, de importar grande quantidade de minerais. Até mesmo o zinco e o tungstênio, que atualmente a China exporta, faltarão. O documento, por várias páginas, ressalta a importância das riquezas minerais. Eles se relacionam, não somente à vida diária da humanidade, mas servem também como "trigo e sangue" da indústria moderna. Pode-se dizer que os minerais constituem a base do desenvolvimento da economia nacional e que, em certo sentido, sua quantidade e qualidade influem diretamente na segurança do estado. Igualmente, eles se mostram politicamente importantes. As duas grandes guerras mundiais e as guerras que ocorreram na região do Golfo, no Oriente médio, tiveram como causa a conquista de território e a posse de fontes ricas em minerais.
Para garantir a segurança do estado durante um período anormal, muitos países do mundo planejam suas reservas estratégicas de fontes de minerais.. De 1939 até hoje, países como EUA, França, Alemanha, Japão e outros, com eficiência fizeram e fazem essas reservas. Deles, só os EUA, para reservarem nove espécies de minerais, gastam alguns bilhões de dólares
Atualmente, na China existem 171 espécies de minerais. Entre outras reservas, os minérios metálicos estanho e tungstênio, e muitos outros metalóides, estão entre as primeiras do mundo. Mas, desde os anos 90 do século XX, o crescimento rápido da economia industrial causou um consumo mais rápido de minérios, que se aproximou ou ultrapassou o desenvolvimento da exploração das reservas. Por isso, o conflito entre produção e necessidade mais e mais se agrava.
O relatório também prevê que, em comparação com a grande demanda, num futuro de 20 ou 30 anos, a quantidade das reservas e os principais minerais já descobertos mostrar-se-ão insuficientes. Mais grave ainda é que as reservas minerais estão, para a economia e a sociedade chinesa, num limite perigoso e com tendência a cair.
Os especialistas acham que é muito importante agora que a China se dedique com afinco à procura de novas reservas. A China deve incentivar economia no consumo das riquezas minerais e usar a experiência dos países mais evoluídos , geralmente, capazes de reciclar e reutilizar, em grande quantidade, o aço, o cobre, o alumínio e outros metais, dos quais a quantidade de recuperação pode atingir de 30 a 50% do consumo. Assim, fica claro que além de despertar no povo uma consciência sobre a crise das fontes de riquezas naturais, o governo chinês deve considerar a poupança, a utilização racional e a reciclagem das riquezas como uma das políticas fundamentais do estado.
Matéria publicada em Esperanto na revista belga "Monato"
e traduzida para o português pelo Clube de Esperanto de Campos.
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