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Bonega artikolo pri Esperanto en Ĵurnalo O Globo - Julio 2007

42a Brazila Kongreso de Esperanto - Julho de 2007.Estimataj:

La hieraŭa eldono de ĵurnalo O GLOBO (la 13-an de julio 2007), kiu aperas en Rio de Janeiro kaj estas unu el la ĉefaj brazilaj ĵurnaloj, publikigis kvaronpaĝan raporton pri Esperanto en sia Dua Kajero sub la titolo Esperantistas do Brasil e do mundo, uni-vos! (Esperantistoj de Brazilo kaj de la tuta mondo, unuiĝu!).

La raporto estas tre favora al Esperanto kaj ĝia aŭtoro estas la ĵurnalisto Guilherme Freitas.

Ĉi-sube ni transskribas la tekston de la raporto.

Raportis:
Aloísio Sartorato - esperanto@kke.org.br
Rio/Brazilo. Julio 2007.

Esperantistas do Brasil e do Mundo, Uni-vos!

Congresso no Rio comemora 120 anos de criação do esperanto e um século da chegada do idioma ao país

Uma das camisetas que Amarílio Carvalho vende em sua barraquinha tem estampa com motivos cariocas - Pão de Açucar, Corcovado, calçadão - e os dizeres Urbo Mirinda. Outra exibe o desenho de uma florzinha brejeira, com uma declaração de amor: Mi amas vin. Em meio a mais uma dezena de modelos, um cartaz anuncia o desconto camarada: Prezo de banano.

O leitor talvez não entenda, mas as frases fazem todo o sentido para o público-alvo de Amarílio: os frequentadores do 42º Congresso Brasileiro de Esperanto que, desde segunda-feira, reúne centenas de adeptos do idioma internacional na sede das faculdades SUESC, na Praça da República.

Realizado anualmente, o congresso tem motivo duplo para festa em 2007. Os esperantistas celebram 120 anos da criação do idioma e um século da chegada do movimento ao Brasil. Amarílio é adepto há mais de 50 anos, desde que leu pela primeira vez, ainda nos bancos escolares, sobre a língua que o polonês L.L. Zamenhof criou para tentar aproximar a Humanidade: - Aquilo tocou meu coração - recorda.

Idioma tem dois milhões de falantes no mundo

Assim como Amarílio, mais de dois milhões de pessoas em todo o mundo foram tocadas pelo ideal de Zamenhof e praticam o esperanto. No Brasil, não há estatísticas seguras, mas só a Liga Brasileira de Esperanto (BEL - sigla para Brazila Esperanto-Ligo) tem cerca de seis mil associados. O presidente da entidade, Pedro Cavalheiro, lamenta o pouco alcance do idioma no país: - É caviar cultural num país em que falta feijão com arroz cultural - compara.

A quixotesca história do esperanto no Brasil começou em 1907, no prédio vizinho à SUESC, primeira sede da BEL. Hoje radicada em Brasília, a entidade faz o que pode para divulgar os ensinamentos de Zamenhof. Além do congresso, que termina hoje, oferece cursos, seminários e promove intercâmbios com outros países.

Cavalheiro aponta a fonética simples e a gramática enxuta como as grandes vantagens do esperanto. E reage se alguém sugere que o inglês já ocupa o posto de idioma internacional do século XXI:

- Tem gente que acha que somos um bando de malucos!

Mas, ao contrário do inglês, o esperanto não ofende brios nacionalistas. É uma língua que, em tese, é tanto minha quanto sua, não é de país algum.

Cavalheiro evoca a história heróica do esperanto, cujos praticantes foram perseguidos por regimes totalitários do século passado (muitos morreram nas câmaras de gás nazistas) para revelar a grande aspiração do movimento: a paz mundial. Conta que a Associação Universal de Esperanto envia emissários a zonas de conflito, como a Faixa de Gaza, para transmitir aos rivais noções do idioma e lições de convivência. Mas hesita:

- Se você escrever isso no jornal vão dizer que os esperantistas são sonhadores...

Será?

[Reveni]